SINDEESP repudia agressão dos EUA ao povo venezuelano e à América do Sul

Nós do Sindicato dos Escritores do Estado de São Paulo expressamos veemente repúdio à agressão por forças dos EUA ao povo irmão da Venezuela e rechaçamos o sequestro de seu presidente Nicolás Maduro ditadas por Donald Trump.

Não à guerra!

O Sindicato dos Escritores do Estado de São Paulo, entidade sindical comprometida com a defesa ativa dos direitos humanos, das liberdades democráticas, da justiça social e da soberania dos povos, vem a público manifestar sua mais contundente condenação à grave violação da soberania da Venezuela, materializada em ações belicosas inadmissíveis e no sequestro de seu presidente constitucional, Nicolás Maduro.

O SINDEESP entende que é dever de uma entidade representativa dos trabalhadores da palavra se posicionar diante de violações à cidadania, aos direitos políticos e à autodeterminação dos povos, sobretudo quando tais violações atentam contra princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e no direito internacional. O uso da força, a coerção externa e a intervenção em assuntos internos de um Estado soberano são práticas incompatíveis com qualquer ordem internacional fundada na democracia e na paz.

Ao longo de sua história, o SINDEESP reafirma sua vocação solidária internacional, colocando-se ao lado de povos, escritores, artistas e trabalhadores culturais cujos direitos fundamentais estejam sendo violados. A agressão à soberania venezuelana não constitui um fato isolado, mas insere-se em uma lógica recorrente de desestabilização política, econômica e institucional que historicamente vitimou países da América Latina, sempre com consequências devastadoras para suas populações.

A criação literária, o pensamento crítico e a produção cultural só podem existir plenamente em contextos de soberania, liberdade e respeito às escolhas coletivas de cada povo. A violência política e militar, além de ilegítima, compromete diretamente as condições materiais e simbólicas para o exercício da palavra livre.

Diante disso, o SINDEESP repudia toda forma de intervenção externa e ação belicosa contra a Venezuela; exige o respeito imediato à soberania, à integridade institucional e à vontade política do povo venezuelano; reafirma sua solidariedade internacionalista e seu compromisso com a defesa da democracia, da autodeterminação dos povos e da paz entre as nações.

Defender a soberania da Venezuela é, para o SINDEESP, parte inseparável da defesa da democracia, da cultura, da palavra e do direito dos povos de escreverem sua própria história.

São Paulo, 3 de janeiro de 2026
Sindicato dos Escritores do Estado de São Paulo